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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Espírito Santo lidera ranking de homicídios no Sudeste em 2012, aponta Ministério Público

21/11/2012 - 13h26 - Atualizado em 21/11/2012 - 13h58

Estado aparece ainda em primeiro lugar quanto à violência contra adolescentes, mulheres e negros

Tiago Félix
 

O Espírito Santo está em primeiro lugar no índice geral de homicídios da região Sudeste do país em 2012, segundo dados divulgados pelo Ministério Público Estadual (MPES), na manhã desta quarta-feira (21). O Estado já registrou o limite que era esperado para todo esse ano. "A situação do Estado continua ser de alerta. Nós já avançamos, mas infelizmente o nosso Espírito Santo está atingindo o limite que era estabelecido pelo ano, o que não gostaríamos de termos atingido. Estamos com um total para o Espírito Santo entre 1,4 mil e 1,5 mil homicídios", segundo o promotor de Justiça Pedro Ivo de Sousa.

O Estado pode fechar 2012 com aproximadamente 1,7 mil assassinatos registrados, segundo estimativa do governo do Estado. O promotor Pedro Ivo relatou ainda que, todos os dias, o governador Renato Casagrande (PSB) tem as informações dos homicídios registrados no Espírito Santo atualizados. Pedro Ivo afirma que além do Estado aparecer em primeiro lugar em homicídios da região Sudeste, é o primeiro em violência contra adolescentes, mulheres e negros.

"Na região Sudeste o Estado é o primeiro no índice geral de homicídios. Ele também está no ranking de homicídios contra adolescentes, mulheres e negros. No país inteiro estamos ainda em segundo lugar, perdendo para Alagoas. Isso não nos desanima, mas essa posição nos desafia porque não revela a população que somos", ressalta.
A Secretaria estadual de Segurança Pública (Sesp) ainda não se posicionou sobre os números divulgados pelo Ministério Público.
200 mulheres mortas
A coordenadora do Núcleo de Enfrentamento de Violência Doméstica e Familiar Contra à Mulher (Nevid), a procuradora de Justiça Catarina Cecin Gazele, ressalta que nos últimos dois anos quase 200 mulheres foram assassinadas no Estado.

"A Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM) nos forneceu informação de que, desde a sua instalação em setembro de 2010 até a última semana de agosto deste ano, foram registrados na Grande Vitória 198 assassinatos de mulheres. Desse total, 25% tem ligação com violência doméstica. Há também um percentual por ligação com o tráfico de drogas e o restante por outros motivos. É um número assustador", explica.

Delegacias abertas por mais tempo

O Ministério Público Estadual pretende solicitar ao Governo do Estado ações e medidas para tentar mudar esse cenários. A Polícia Militar do Sul do Estado está sendo capacitada na área da Lei Maria da Penha, por exemplo. Segundo a procuradora de Justiça será pedido ao governo do Estado para manter as delegacias de polícia do interior funcionando com horário especial.

"As delegacias do interior do Estado precisam ficar abertas até 21 horas, pois não há hora para mulher ser assassinada ou agredida e tão pouco outros crimes serem realizados. Então sabemos que existem dificuldades", frisa.

Para marcar o Dia de Combate à Violência Contra Mulheres, no próximo domingo (25), o Ministério Público realizará já nesta sexta-feira (23) abordagens aos motoristas que acessarem a Terceira Ponte. Motoristas receberão panfletos sobre a Lei Maria da Penha e ainda uma rosa branca.

Fonte: Rádio CBN Vitória (93,5 FM)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Após anos dedicados a filhos, mães encaram desafio de voltar a trabalhar

12/05/2012 14h01 - Atualizado em 12/05/2012 14h01

Mulheres precisam reaprender a dividir o tempo entre casa e emprego.
Atualização e capacitação são imprescindíveis para voltar ao mercado.

Fernanda Nunes teve sua primeira filha com 33 anos e não parou de trabalhar, mas com a chegada da segunda, dois anos depois, ela achou que era preciso dar um tempo na carreira em uma empresa de telecomunicações para se dedicar exclusivamente à maternidade. “Trabalhava com marketing e não tinha como prever a minha rotina. Essa inconstância não era compatível com a necessidade de cuidar de duas crianças pequenas”.
Fernanda Villella Nunes - Dia das Mães (Foto: Pâmela Kometani/G1) 
Fernanda ficou três anos em casa para cuidar das filhas e trocou a área de telecomunicações por uma nova carreira no setor de tradução (Foto: Pâmela Kometani/G1)
 
Alguns anos se passaram, as meninas cresceram, começaram a frequentar escola e balé, entre outras atividades, e aos poucos a mãe foi percebendo que era hora de também voltar a se preocupar consigo e com sua vida profissional. Voltar a trabalhar e se recolocar no mercado, após três anos dedicados às filhas, foi um grande desafio para ela.
Veja dicas para voltar ao mercado de trabalho
CapacitaçãoCursos, palestras e workshops são boas opções para renovar os conhecimentos e manter contato com profissionais do setor
AtualizaçãoAlém de cursos, as profissionais também devem saber o que está acontecendo em sua área para não renovar sua visão de negócio
Networking
Profissionais que pretendem voltar para a mesma área ou para a mesma empresa devem manter contato com antigos colegas de trabalho. Isso pode facilitar a volta ao mercado
Mudança de área
As profissionais que optarem por mudar de área devem se preparar como fizeram no início da carreira. Quem vai abrir o próprio negócio também precisa estudar o mercado para não perder dinheiro
Freelancer
Uma boa opção para as mães que ainda não dispõem de muito tempo para se dedicar ao trabalho é retornar ao mercado fazendo trabalhos isolados. Dessa forma, as empresas sabem que você está de volta e o leque de atuação aumenta
Fontes: Alexia Franco, diretora da Hays, e Andreza Santana, gerente de marketing sênior do Monster Brasil
“Curti muito a gravidez, fiquei encantada com o barrigão, mas sentia que não estava cumprindo todos os meus deveres sem trabalhar. A realização na carreira também faz parte da felicidade”, conta Fernanda, hoje com 43 anos.
Formada em administração de empresas e com pós-graduação na área, ela resolveu buscar um novo setor em que tivesse uma rotina mais regrada e tempo para se dedicar a família. Ela fez uma graduação tecnológica em tradução e intérprete e voltou aos poucos, trabalhando de casa em projetos de tradução e dando aulas de inglês.

Mas, em 2009, Fernanda teve a confirmação de que tinha um câncer de mama e teria que fazer uma mastectomia total e reconstruir as mamas. Ela resolveu investir de vez na retomada de sua carreira. “Foi um choque porque você percebe que não é totalmente dono da sua vida. Isso me deu ainda mais vontade de renovar tudo e de recomeçar”, diz.

Agora, Fernanda diz que se dedica mais ao trabalho desde que virou sócia de um escritório de trabalhos em tradução e intérprete, no ano passado. “Acho que o mais importante é trabalhar sem culpa, porque senão essa volta pode ser prejudicial. Estou aprendendo a ser uma profissional liberal e a estruturar as tarefas dentro de casa.”
Marilivia Lanera - Dia das Mães (Foto: Arquivo pessoal) 
Marilivia (ao fundo) e a filha, Carolina, de 28 anos
(Foto: Arquivo pessoal)Carreira em vendas

Com três filhos, Marilivia Lanera, de 50 anos, também teve que se afastar do trabalho para cuidar da família. “Que maluca eu ia achar para tomar conta dos meus bebês e da minha filha comigo trabalhando fora? Acabei ficando em casa até os meninos completarem seis anos e começarem a ir para a escolinha. Foi uma fase que não teve pesar nenhum pra mim, era meu momento para parar e ser mãe”, fala. Hoje, Carolina tem 28 anos e os gêmeos, Bruno e Guilherme, têm 24 anos.

Marilivia voltou a trabalhar em uma boutique de roupas que atendia com hora marcada, assim ela conseguia atender as clientes somente no horário em que as crianças estavam na escola. “Acho que a grande receita para voltar a trabalhar é fazer o que você gosta. Resolvi arregaçar as mangas e voltar para o trabalho com carinho e paixão”.

Depois, a família se mudou para Itapevi, na Grande São Paulo, quando seu marido foi promovido e ela saiu da empresa. “A gerência não deu certo e procurei uma prima que conseguiu um emprego para mim como vendedora em uma loja de moda feminina em um shopping. Eu vinha todos os dias para São Paulo. Tive que fazer isso por quase um ano”, conta.

Com cinco anos de casa e na gerência de duas lojas, ela recebeu uma proposta para mudar de emprego. “Resolvi aceitar o desafio e estou na empresa há 12 anos”.

Hoje, ela é gerente de uma loja de roupas e depois de fazer a faculdade de marketing, já planeja sua pós-graduação em branding. “Nunca tinha trabalhado com vendas, mas eu realmente agarrei a oportunidade. O que você não pode fazer é parar no tempo”, ressalta Marilivia.
De motorista ao setor de importação
Quando decidiu ser mãe, Claudete Sécolo, de 38 anos, resolveu se dedicar totalmente ao seu filho, que hoje tem 16 anos. “Só voltei a trabalhar quando ele tinha 1 ano e meio. Curti aquele momento, mas não ia conseguir ficar em casa. Muitas mães decidem ser apenas mães, mas não queria isso para mim. Pensava em dar qualidade de vida para o meu filho, uma boa educação e isso não é possível com apenas uma pessoa trabalhando”, ressalta.
Claudete Sécolo - Dia das Mães (Foto: Arquivo pessoal) 
Claudete buscou realização profissional (Foto: Arquivo pessoal)


Claudete voltou ao mercado de trabalho como motorista de micro-ônibus de transporte coletivo, em Santo André, na Grande São Paulo. Depois, seu irmão comprou uma perua escolar e ela assumiu a direção.

Em 2005, ela recebeu uma proposta para trabalhar no departamento financeiro de uma empresa de acessórios para cabos de aço, onde está até hoje. Para não perder tempo, ela fez uma faculdade de gestão financeira e foi aprimorar seu inglês. Com os bons resultados, Claudete foi convidada para o setor de importação e agora é responsável pela relação comercial entre a empresa e o exportador.

“Fui indo aos poucos, me preparei e abracei as oportunidades. Queria me sentir uma profissional realizada e eu tenho conseguido isso. O filho não me impediu, basta querer e sair da zona de conforto”, diz Claudete.
Volta ao trabalho
“É preciso saber usar o tempo a seu favor para enriquecer o currículo. Estudar é sempre válido e nada melhor do que utilizar o tempo para se atualizar sobre o que tem acontecido no mercado e fazer cursos de atualização ou especialização, que podem contribuir para o desenvolvimento da carreira”, afirma Alexia Franco, diretora da Hays, grupo global de recrutamento especializado.
Para Andreza Santana, gerente de marketing sênior do Monster Brasil, a mulher deve programar o seu retorno. "Mesmo que não tenha um tempo pré-determinado de afastamento, essa profissional deve planejar como será o período de ausência e manter-se atualizada".

Atualização e capacitação são imprescindíveis para a profissional que está planejando seu retorno ao mercado de trabalho. A preparação para o retorno ao mercado deve ser proporcional ao tempo em que a mulher ficou parada. “Quanto mais tempo se passa, mais essa profissional precisa provar que está atualizada e que não perdeu o ritmo que mercado exige para a entrega de resultados”, diz Alexia.

Fonte: 
Pâmela Kometani Do G1, em São Paulo

terça-feira, 24 de abril de 2012

Canção das mulheres Lya Luft


Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais. 

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta. 

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor. 

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso. dhuif.blogspot.com 


Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes. 

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais. 
 
Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida. 

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize. 

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
 brasilescola.com


Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso. 

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e 
audaciosa - uma mulher.
turismobile.blogspot.com

Fonte: Site o Pensador.


sexta-feira, 9 de março de 2012

Mulheres ficarão com imóvel do Minha Casa, Minha Vida em caso de divórcio


08/03/2012 - 17h13 - Atualizado em 08/03/2012 - 17h13

A mudança nas regras de propriedade valerá para famílias com renda mensal de até três salários mínimos, inscritas no programa

AGÊNCIA BRASIL

Fonte da imagem Blog ramonjrfonseca.blogspot.com
A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira (08), Dia Internacional da Mulher, uma mudança nas regras de propriedade do Programa Minha Casa, Minha Vida para garantir que as mulheres fiquem com os imóveis em caso de separação. A partir de agora, se houver divórcio ou dissolução de união civil estável, o imóvel ficará, necessariamente, em nome da mulher.

A regra valerá para famílias com renda mensal de até três salários mínimos, inscritas no programa. Nessa faixa de renda, o subsídio do governo para a compra do imóvel chega a 95% do valor. A única exceção será quando o pai tiver a guarda exclusiva dos filhos. Neste caso, o marido ficará com o imóvel após a separação.

Segundo o porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, a mudança segue a mesma lógica de outros programas do governo, como o Bolsa Família, de privilegiar as chefes de família como beneficiárias. A mudança será editada por meio de medida provisória, que será publicada ainda hoje, em edição extraordinária do Diário Oficial da União.

O anúncio foi feito durante o pronunciamento oficial de Dilma para o Dia Internacional da Mulher, na noite desta quinta. Além da mudança no Minha Casa, Minha Vida, a presidenta deverá falar sobre outras políticas e programas do governo voltados para as mulheres. O pronunciamento foi gravado na semana passada, antes da viagem de Dilma à Alemanha.
Fonte: Gazeta Online

terça-feira, 6 de março de 2012

Empresa que diferenciar salário de mulheres será punida


Proposta foi aprovada por Comissão do Senado e segue para sanção da presidente Dilma

06 de março de 2012 | 14h 05
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Rosa Costa, da Agência Estado

BRASÍLIA - A Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH) aprovou nesta terça-feira, em votação terminativa, projeto de lei do deputado Marçal Filho (PMDB-MS) que pune as empresas que pagarem salário menor para as mulheres contratadas para realizar a mesma atividade executada por empregados homens. A proposta seguirá para sanção da presidente Dilma Rousseff, se não houver recurso contra a decisão terminativa, obrigando a votação do texto no plenário.
O empregador que remunerar de maneira discriminatória o trabalho da mulher a menor do que o do homem estará sujeito ao pagamento de multa em favor da empregada correspondente a cinco vezes a diferença verificada em todo o período da contratação. O projeto e o parecer do relator Paulo Paim (PT-RS) ignoram os valores agregados pela experiência do empregado e pelo tempo de serviço. Deixa ainda desprotegido o trabalhador homem que for contratado nas mesmas condições previstas para as mulheres, por um salário menor. No entender de Paim, a iniciativa é "bem-vinda, pois se revela com grande sensibilidade social e política como uma causa justa já que consistirá numa ferramenta jurídica a efetivar o princípio da igualdade de todos perante a lei".
Fonte de imagem: ugtparana.org.br
A proposta já foi aprovada pelas comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Assuntos Sociais do Senado (CAS). O relator lembra que a Constituição e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) proíbem a diferença de salário entre homens e mulheres que executam a mesma tarefa, sob as mesmas condições e para um mesmo empregador. "No entanto, essas normas legais não têm sido suficientes para impedir que muitas trabalhadoras ainda hoje enfrentem discriminação", afirma o senador.