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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Presidente da CDC é eleito diretor da Associação Americana das Autoridades Portuárias

O presidente da Companhia Docas do Ceará (CDC), Paulo André Holanda, foi eleito diretor para Assuntos da América do Sul da Associação Americana de Autoridades Portuárias (AAPA). A posse aconteceu durante a 102° Convenção Anual da APPA, em outubro. O mandato será de três anos.

No âmbito do organismo internacional são discutidos assuntos relacionados ao setor portuário de todas as Américas, incluindo capacitação profissional, comércio exterior, gestão empresarial, tecnologia da informação, meio ambiente, entre outros.

A primeira reunião da qual o brasileiro participará como novo diretor da entidade ocorrerá em março de 2014, em Washington (EUA), onde fica a sede da associação.

O presidente da CDC avalia que, ao compor a diretoria da entidade, o Brasil ficará atualizado sobre as novidades do setor e poderá divulgar os avanços da logística portuária brasileira, tanto do ponto de vista de infraestrutura como de tecnologia da informação.

“Dessa forma, trabalharemos para estreitar cada vez mais as relações comerciais do Brasil com os demais países das Américas”.
Fonte:SEP

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Seminário debate licenciamento de portos sob a ótica da nova lei

Autoridades, especialistas e representantes do setor vão debater sobre o que muda no sistema portuário com a nova Lei dos Portos.

Começa nesta quarta-feira (11), a partir das 18 horas, o “Seminário sobre Portos”, evento que vai discutir aspectos referentes ao licenciamento de empreendimentos portuários, conforme a nova Lei dos Portos, Lei Federal nº 12.815, publicada em junho deste ano. O encontro seguirá até sexta (13), no hotel Sheraton, em Vitória, e conta com apoio do Espírito Santo em Ação.

A programação vai reunir autoridades, especialistas e representantes do setor, como o superintendente de Portos da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), José Ricardo Ruschel dos Santos, o superintendente do Patrimônio da União do Espírito, Magno Pires, o diretor Comercial de Energia e Indústria do Porto de Roterdã, Nico Van Dooren, a Coordenadora de Portos, Aeroportos e Hidrovias do Ibama, Mariana Graciosa Pereira, o Capitão de Mar e Guerra da Marinha, Marco Antônio Trovão, além do secretário de Estado de Desenvolvimento, Nery Vicenti Milani de Rossi e do governador Renato Casagrande. Na sexta-feira, das 11h às 12h, o vice-presidente Institucional do Espírito Santo em Ação, Orlando Caliman, falará sobre “A visão do Espírito Santo como prestador de serviço na área de logística”.

Para o presidente do Espírito Santo em Ação, Luiz Wagner Chieppe, o momento é propício para promover esse debate sobre as alterações que a nova Lei dos Portos traz para o sistema portuário brasileiro. “Será uma grande oportunidade para discutir e esclarecer essa nova lei, que permite a concessão de terminais portuários e a construção de novos portos no Espírito Santo. Isso vai aumentar a competitividade no setor portuário, impulsionando o desenvolvimento da economia no Estado”.

A nova Lei dos Portos foi criada com o objetivo de aumentar a participação da iniciativa privada na construção de novos terminais portuários. Entre as principais alterações estão a reordenação do marco legal do setor, o fim da distinção entre carga própria e de terceiros, a proibição de novos terminais privados dentro da área do porto organizado e garantia de continuidade dos terminais privados já autorizados, a possibilidade de prorrogação e de concessão das administrações portuárias à iniciativa privada, a definição de papel consultivo do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), a criação da ConaPortos e eliminação da obrigação de contratação da guarda portuária.

Os interessados em participar do evento devem se inscrever através do e-mail: apoio.projetos@es-acao.org.br, informando nome completo e empresa. As inscrições são limitadas.

Programação

Dia 11 – quarta-feira


18h às 18h15 – Discurso de abertura
Procurador Geral de Justiça, Eder Pontes da Silva

18h15 às 18h30 – Mensagem do Movimento Empresarial
Presidente do Espírito Santo em Ação, Luiz Wagner Chieppe

18h30 às 18h45 – “O papel do Ministério Público em face da nova legislação da modernização dos portos”
Promotor de Justiça (MPES), Marcelo Lemos Vieira

18h45 às 19h – Pronunciamento do Governador Renato Casagrande

19h às 20h – “O Porto de Roterdã, seu convívio com a comunidade e a sua importância econômica para a Holanda”
Diretor Comercial de Energia e Indústria do Porto de Roterdã, Nico Van Dooren


Dia 12 – quinta-feira

8h às 8h30 – Coffee break

8h30 às 9h30 – “A nova Lei dos Portos (Lei nº 12.815/2013) – Visão Técnica”
Diretor do Departamento de Sistemas de Informações Portuárias da Secretaria Especial de Portos, Luis Cláudio Santana Montenegro.

9h30 às 10h30 – “A nova Lei dos Portos (Lei nº 12.815/2013) – Visão Jurídica”
Advogado, Fernando Marcato

10h35 às 12h – “Procedimento para obtenção de outorga junto à Antaq”
Superintendente de Portos da Antaq, José Ricardo Ruschel dos Santos.

14h às 15h – “Normas da Marinha para o licenciamento portuário”
Capitão de Mar e Guerra da Marinha, Marco Antônio Trovão.

15h às 15h30 – Coffee Break

15h30 às 16h30 – “Regularização junto ao SPU”
Superintendente do Patrimônio da União do Espírito , Magno Pires.

16h30 às 17h30 – “Regularização junto à Alfândega”
Inspetor Chefe da Alfândega do Porto de Vitória, Flávio José Passos Coelho.


Dia 13 – sexta-feira

8h30 às 9h – Coffee Break

9h às 10h – “Legislação ambiental aplicada ao licenciamento de portos”
Advogado especialista em meio de ambiente (SP), Antônio Augusto Reis

10h às 11h – “Procedimento do processo de licenciamento ambiental no Ibama”
Coordenadora de Portos, Aeroportos e Hidrovias do Ibama, Mariana Graciosa Pereira.

11h às 12h – “A visão do Espírito Santo como prestador de serviço na área de logística”
Orlando Caliman, vice-presidente Institucional do Espírito Santo em Ação.

14h às 15h – “Procedimento do processo de licenciamento ambiental no Iema”
Diretor-Presidente do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Tarcísio José Foeger.

15h às 16h – “Situação da delegação de licenciamento para os municípios”
Secretária Estadual do meio Ambiente, Diane Mara Ferreira Varanda Rangel.

16h às 16h15 – Coffee Break

16h15 às 17h30 – “Perspectiva de desenvolvimento socioeconômico a partir da atividade portuária no Estado do Espírito Santo”
Secretário de Estado de Desenvolvimento, Nery Vicenti Milani de Rossi.

Fonte: ES em Ação

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Galpões logísticos ganham tecnologia

Noticiário cotidiano - Portos e Logística
Qua, 14 de Agosto de 2013 08:19

A incorporação de galpões logísticos avança em Curitiba e região metropolitana. O segmento, considerado incipiente há cerca de cinco anos, agora oferece imóveis com recursos tecnológicos e certificação ambiental, o que vai ao encontro das exigências de grandes empresas. Embora a oferta da região ainda seja muito tímida com relação a outras cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, o que é oferecido tem rápida absorção e o valor do aluguel alcança preços compatíveis com a média nacional.

A média nacional do valor do metro quadrado para locação, em abril desse ano, foi de R$ 13,15, segundo a pesquisa Real Estate Report 2013, da EY. Em Curitiba, a média foi ligeiramente mais elevada – de R$ 13,79 por m², valor 9% superior ao de agosto de 2012.

Mas esse aumento não representa tendência de escalada de preços, segundo Viktor Andrade, diretor da consultoria. “Foi uma movimentação normal, já que as últimas entregas têm mais aspectos tecnológicos e estão sendo locadas por preços um pouco mais altos que os galpões mais velhos”, explica Andrade.

O que pode influenciar o preço de forma mais intensa, segundo ele, é o crescimento do consumo ou o câmbio mais alto, que pode favorecer as exportações. “Mas qualquer mudança nesse segmento é muito lenta, e os números mais recentes do desempenho da economia do país não terão reflexos agora. Os preços e o produto ofertado em Curitiba estão perto da realidade das outras regiões, e não deve haver mudança abrupta”, comenta.

A capital paranaense oferece 617 mil m² de galpões logísticos para locação, ao custo médio de R$ 16,50 por m², de acordo com dados da consultoria Cushman & Wakefield. Segundo o mesmo levantamento, em São Paulo há 35,5 milhões de m² disponíveis, a R$ 20,60 o metro. Outra pesquisa, da consultoria EY, mostra valores ligeiramente diferentes, de R$ 13,79 em Curitiba e R$ 13,15 na média nacional (leia mais nesta página).

“Curitiba tem valores de venda e locação desse tipo de imóvel abaixo do resto do país. Isso porque a oferta era muito simples: galpões com pé direito baixo, sem docas, sem recursos que geram economia para as empresas. Agora, os preços se adequaram e, aos poucos, tanto preço quanto produto ficam mais perto daquilo que é oferecido em outras capitais”, comenta Mário Sergio Gurgueira, diretor de Representação de Proprietários da Cushman & Wakefield.

As empresas querem espaços nos quais os produtos tenham uma boa acomodação e que, a isso, esteja aliada a redução de custos. Itens como reúso da água e iluminação natural, mais barata, pesam na hora de decidir qual armazém alugar.

O executivo da Cushman argumenta que a construção de novos armazéns, entregues com alto padrão de qualidade e tecnologia, tem a ver com a entrada de empresas estrangeiras no Paraná, principalmente do setor farmacêutico e alimentício – cujos produtos exigem condições mais rigorosas de armazenamento.

Mesmo que o ambiente esteja menos acanhado, o comportamento do estoque e do preço não deve passar por mudanças bruscas. “O que está sendo construído é suficiente para suprir a procura e não significa um aquecimento do mercado ou tendência para o futuro”, diz Viktor Andrade, diretor da consultoria EY (antiga Ernst & Young).

Interesse

Localização de Curitiba facilita distribuição no Sul, diz imobiliária

A primeira fase do condomínio logístico EcoPark, em construção na Cidade Industrial de Curitiba, será entregue em outubro. Os primeiros 54 mil m² – dos 144 mil m² totais que futuramente estão disponíveis para locação – devem ser negociados por cerca de R$ 20 por m².

A imobiliária responsável pelas transações afirma que já há interessados. “Temos algumas conversas com empresas. Com o aumento do consumo e a expansão da economia, nos últimos anos, muitas indústrias buscaram Curitiba como um novo local para estoque, a fim de facilitar a distribuição para os estados do Sul”, diz Jaime Galperin, diretor da Top Imóveis. Segundo ele, a localização de Curitiba facilitou o crescimento desse mercado. “Estamos em um local de fácil acesso a varias regiões do país”, diz.

Paulo Henrique Ivanski, da ESSEX, empresa que construiu o EcoPark, diz que entre os recursos do galpão estão reúso da água, pé direito de 12 metros, piso com grande capacidade, formato de condomínio e outros. “É um novo estágio de desenvolvimento logístico, e o cenário é muito otimista: as empresas estão migrando dos galpões antigos para os novos e a expansão do mercado, embora mais lenta, é contínua.”

Fonte: Gazeta do Povo (PR)/Taiana Bubniak

terça-feira, 16 de julho de 2013

Novo porto será construído em São Mateus


  

  

O governador Renato Casagrande, junto com o secretario de Estado de Desenvolvimento, Nery DeRossi, recebeu, nesta segunda-feira (15), em seu gabinete, os representantes da PetroCity e associadas para a assinatura de um protocolo de intenções visando à construção de um terminal portuário no município.

O empreendimento tem por objetivo implantar uma instalação naval dedicada, exclusivamente, ao suporte das operações offshore de petróleo e gás. O investimento será de R$ 1 bilhão e o projeto prevê mão de obra local: 1800 postos de trabalho na instalação e 2.000 na operação. A PetroCitydeve começar a operar no final de 2015.

O governador Renato Casagrande comemorou mais este investimento. "É muito bom ter um empreendimento como este alinhado com o que queremos para o desenvolvimento do Estado. É muito importante para São Mateus, pois cada empreendimento âncora como este atrai muitas novas oportunidades, estabiliza a economia e promove o desenvolvimento equilibrado do Espírito Santo. Nosso Estado vive as consequências de uma economia internacional enfraquecida e precisamos de novos investimentos para criar mais oportunidades".

Para o secretario de Desenvolvimento, Nery De Rossi, este é um projeto maduro e inovador. "Esse é um projeto diferente na Sedes. Já está maduro e tem capacidade de aglutinar outros projetos com ele. É um grande empreendimento que será colocado em um ponto que vai criar um novo polo de desenvolvimento"

O projeto

O terminal portuário será construído no distrito de Urussuquara, no município de São Mateus, Norte do Estado do Espírito Santo, em uma área de 1,5 milhão de m².

Estão previstos 12 berços, sendo quatro cobertos, além de área destinada a reparo de plataformas e embarcações de apoio offshore. O empreendimento visa também incrementar a atividade metalmecânica.

Na primeira fase, serão implantadas as unidades de parque de tubos, estação de fluidos, armazenamento de combustíveis e lubrificantes, unidade de reparo naval, tipos diversos de serviços na área de petróleo e gás, assim como unidades administrativas.
O prefeito de São Mateus, Amadeu Boroto, se colocou à disposição para auxiliar no que for preciso para viabilizar o projeto. 

Capital estrangeiro

O projeto abrange o capital estrangeiro e absorve know how de outros mercados.
A Thinet, da Arábia Saudita, será responsável pela implantação e construção do projeto; a Arcadia, da Romênia, fará o projeto básico executivo e a PetroCity, brasileira, é a responsável por consultoria e captação de parceria.
Na assinatura do protocolo de intenções também estiveram presentes a subsecretária de Comércio Exterior, Mayhara Chaves, secretários municipais de São Mateus e deputados estaduais. 

Informações à imprensa: Assessoria de Comunicação da Sedes (27) 3636-9707 / 9708 Fabíola Zardini – (27) 9942-9537 fabiola.ribeiro@sedes.es.gov.br Vagner Bissoli - (27) 9942-1137 carlos.bissoli@sedes.es.gov.br

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Portuários param hoje em todo o Brasil




Noticiário cotidiano - Portos e Logística  
Sex, 22 de Fevereiro de 2013 06:21
Os trabalhadores portuários realizam na manhã de hoje uma greve em todos os portos do País. Eles são contra mudanças propostas pela Medida Provisória (MP) dos Portos, que está tramitando no Congresso e prevê a licitação de 159 áreas em 25 portos brasileiros. A paralisação começa às 7 horas e deve se estender até às 13 horas. Em Paranaguá, todas as sete categorias sindicais, além da Cooperativa de Transportes e da Cooperativa Mista e de Transportes de Fertilizantes, Sal, Corrosivos e Derivados do Litoral (Coopadubo), devem aderir ao movimento. No porto paranaense são cerca de 4,7 mil trabalhadores que devem cruzar os braços.

O movimento foi confirmado mesmo com o governo federal convocando uma reunião na Casa Civil para hoje, para discutir com os trabalhadores as reivindicações de mudanças na MP 595. Caso o governo flexibilize sua posição e aceite mudanças na MP, os trabalhadores podem decidir não continuar o movimento, cancelando uma segunda greve marcada para a próxima terça-feira.

Segundo presidente da Federação Nacional dos Portuários, Eduardo Guterra, os trabalhadores foram orientados a não paralisar cargas essenciais, como remédios, alimentos perecíveis e carvão.

A greve acontece num momento em que o porto está em período de escoamento da safra agrícola e, portanto, com maior movimentação de cargas. Neste período, Paranaguá recebe de 1,8 mil a 2 mil caminhões por dia que chegam ao pátio de triagem. Ontem, já havia 11 navios atracados para embarque e desembarque de mercadorias. Uma paralisação maior pode lotar o pátio de triagem e levar à formação de filas.

Entre as categorias que devem parar hoje estão estivadores, amarradores, conferentes, vigias, autônomos, arrumadores e trabalhadores de bloco, todos avulsos. Os 700 funcionários do próprio porto e ligados ao Sindicato dos Trabalhadores Portuários (Sintraport) também devem aderir ao movimento.

O tesoureiro do Sintraport, José Gastão dos Santos, disse que os trabalhadores querem participar da regulamentação da MP, que já tem mais de 600 emendas apresentadas por parlamentares. ''Vamos paralisar em apoio aos trabalhadores avulsos, porque sabemos que o governo federal pode até privatizar a própria Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina)."

O secretário do Sindicato dos Estivadores de Paranaguá, Oziel dos Santos Souza, contou que a categoria tem cerca de 1,2 mil trabalhadores. ''Pode ter um aprofundamento da greve se o governo não negociar'', disse. O presidente do Sindicato dos Vigias, Pedro Henrique Martins, disse que a principal reivindicação é a garantia de continuar tendo trabalho nos portos. ''A iniciativa privada vai nos pagar o salário que quiser'', declarou.

Segundo ele, em períodos de bom movimento de carga, um trabalhador avulso chega a ganhar cerca de R$ 2,5 mil bruto. Ainda conforme Martins, a MP deveria ter os mesmos termos que hoje já estão na convenção coletiva dos trabalhadores avulsos.

A Appa informou que está apreensiva com o movimento, uma vez que existe programação de navios a serem atracados para carregar os descarregar produtos e a mobilização deve causar atrasos e prejuízos. A autarquia não tinha uma estimativa do volume de cargas que deixará de ser movimentado hoje de manhã. ''Estamos preocupados com as consequências deste movimento, pois o produtor agrícola está no momento da colheita da safra'', disse o superintentende da Appa, Luiz Henrique Dividino. (Com agências)

Fonte: Folha de Londrina,PR / Andréa Bertoldi