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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Relatório de Audiência Pública do Porto da Nutripetro realizada em 26/11/2013 no Sesc Praia Formosa.

A Audiência Pública começou com mais de uma hora de atraso, justificado pela mesa, pois os ônibus que vinham de Comboios estavam atrasados!
Lembrando que os ônibus de Barra do Riacho saíram no horário previsto e foi até solicitado ao motorista que aguardasse um pouco devido à chuva o mesmo disse que iria ligar para os representantes da empresa, pois não estava autorizado a descumprir o horário.
A mesa foi composta por representantes da empresa, do IBAMA, PMA e consultoria PSG.
Vamos então a alguns pontos expostos durante a apresentação dos slides:
Área total do empreendimento: 1.100,000 m² (Hum milhão e cem mil metros quadrados).
Sendo para granito, supply, outras cargas (esse ponto teve muitos questionamentos, pois não se sabe ao certo quais cargas).
No primeiro projeto o píer era em forma de L e agora será em T, aumentando assim o número de berços.
A ponte terá 1.500m² extensão e 17m de largura, será em estacas com distância de 15m entre elas. Não haverá dragagem, pois a construção se dará em sistema cantitrável. 
Algumas perguntas realizadas pelos presentes:
* Qual será o critério de vagas de emprego e capacitação de cursos para os indígenas?
* Quanto aos acessos rodoviários Norte, sul e oeste serão fechados?
* Quanto ao zoneamento ZR2, porque não foi discutido antes da audiência pública? Porque o Ibama aceitou realizar a audiência mesmo sabendo que não havia a consulta pública sobre o PDM? Lembrando que o empreendimento em questão já está instalado houve questionamento sobre a Licença de terraplenagem e agora está prestes a ser licenciado, mesmo que a Consulta Pública a respeito de sua área relativa ao PDM, ainda não tenha sido realizada com a comunidade. Esse questionamento foi levantado na audiência por várias perguntas realizadas. Sendo assim a pergunta dos presentes foi "Se amanhã quando a comunidade for consultada e a resposta for NÃO à mudança do PDM, como será o futuro disso tudo".
* Qual será o valor do empreendimento e quem financiará o seu custo?
* O Ibama irá a comunidade fazer uma reunião?
* Durante o período de exclusão de 24 meses para a construção como os pescadores serão compensados por não poder pescar no local?
* Quanto à recuperação do Rio Riacho não foi citada nenhuma ação?
* Porque a Federação de Pesca não foi convidada para a audiência?
* Houve uma manifestação de repúdio pela Federação de Pesca do ES, o estudo apresentado não convenceu a maioria dos presentes, embora as aldeias indígenas presentes e bem representadas por camisas "eu apoio a Nutripetro" se disseram a favor, houve contradição se as camisas foram feitas por ex-funcionários ou pelos indígenas, conforme foi exposto em dois momentos diferentes da audiência. Se não foi confeccionada pela empresa e sim por terceiros favoráveis, porque não vieram de casa com as mesmas? Pelo que foi visto e dito pelos presentes, as mesmas foram entregues no local e para quem quisesse pegar o "brinde" assim que fossem descendo dos ônibus.
* O PDM não foi discutido ainda porque a prefeitura está esperando a aprovação da LP para o porto para depois discutir o PDM? 
* Quem garante aos moradores que não terá cargas insalubres em se tratando de outras cargas?
* O empreendimento pretende utilizar a rede de tratamento de esgoto já existente que não atende nem a comunidade, pois não foi citada no estudo como e onde será feito o tratamento de esgoto de Hum milhão de metros quadrados?
* Porque agora uma ponte é viável, se há oito anos foi solicitada pela comunidade uma ponte simples para acesso da comunidade ao outro lado da praia e terminantemente negada?
* O que a empresa tem a oferecer aos índios?
* O que a empresa tem a falar sobre saúde e segurança e demais melhorias que a comunidade necessita?
* Porque não foi cumprido o prazo de divulgação de 15 dias antes da audiência?
* Segundo a empresa a área de exclusão será durante os 24 meses nesse período o que vai fazer o pescador? Cursos de educação ambiental? E depois quem garante que os barcos poderão pescar ao redor do porto se os barcos não poderão passar por debaixo da ponte ao próximo a ela? Como vai ficar a área de Fundeio?
* Porque só foi citada a área de construção do porto como área de camarão e não também de pescadinha visto que ali tem um berçário das mesmas?
* Se não for aprovada a transferência de ZR2 para Zona Portuária, a área será novamente doada à comunidade?
* Quanto às tartarugas que desovam e frequentam a praia da curva como será a atuação e posição do Tamar nessa questão?
Esses foram alguns dos questionamentos que as comunidades impactadas colocaram em audiência.

Seguem algumas respostas:
* Quanto ao PDM o órgão responsável pelo licenciamento disse que não tem gestão sobre a ocupação do solo em questão e isso deve ser discutido com a Prefeitura de Aracruz em data ainda não conhecida;
* Segundo a empresa não haverá intervenções nas rodovias citadas;
* Haverá compensação de 1% para unidade de conservação;
* Não haverá nenhuma interferência na praia quanto à construção da ponte;
* O Ibama possivelmente poderá ir até a comunidade para uma reunião;
* Quanto à colocação da Dra. Balarini, representante da Federação de Pesca a empresa está de portas abertas para tratar do assunto em questão;
* Quanto à exclusão será temporária e nesse período serão realizadas medidas compensatórias na área de pesca;
* Segundo o Ibama e o representante da empresa Benjamim Galotti não haverá liberação para outras cargas sem que esteja autorizado pelo órgão;
* Segundo o Ibama não é possível colocar uma ETE como condicionante para a empresa conforme sugerido pela comunidade;
* O Tamar também deve se manifestar sobre os pilares da ponte na praia;
* Foi garantido emprego a classe indígena;
* Foi garantido capacitação de mão de obra para área portuária;
* Segundo a empresa a mão de obra será preferencialmente local, será ofertado cursos de capacitação e qualificação profissional como já está em andamento alguns dos mesmos.
* Também está sendo feito cadastro de fornecedores locais para prestação de serviços;
* Segundo a empresa será construído um posto de saúde dentro da empresa e todos seus funcionários terão planos de saúde;
* Quanto ao custo será de 130 milhões e com capital totalmente próprio;
* Segundo a empresa quanto ao local de realização da audiência em Barra do Riacho não havia local com capacidade para 800 pessoas sentadas;
* A Capitania dos Portos se coloca à disposição para discutir quanto à ponte, acessos e ainda área de Fundeio;
* Quanto à água de lastro a empresa seguirá as normas internacionais;
* Segundo a consultoria a área onde será construído o porto é rochosa e arenosa, porém um pescador questionou a consultoria PSG que no local é lama de camarão e berçário de pescadinhas.
* Os representantes da mesa declararam que o TAMAR e FUNAI também devam dar seu parecer conforme foi cobrado pelos presentes;
* Ainda foi informado que as manifestações sobre o empreendimento devem ser incluídas no prazo de 15 dias úteis para auxiliar o IBAMA em sua avaliação de licenciamento.

A Audiência Pública terminou às 01h e 08m de 27/11/2013.


Documento compilado por Angélica Rangel e anexado ao Blog Um dia de Cada Vez em 28/11/2013.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Filhote de Baleia encontrado morto na praia de Barra do Riacho

O mês passado noticiei aqui neste blog a informação de uma tartaruga que foi encontrada morta na Praia de Casa De Hóspedes em Barra do Riacho. Agora venho mais uma vez trazer a informação de um filhote de Baleia que foi encontrado semana passada entre a Praia da Curva e a Boca da Barra aqui em Barra do Riacho. São vidas marinhas de nossa costa e estão morrendo, não podemos afirmar a causa de nenhum deles, porém podemos através das imagens mais uma vez chamar a atenção da comunidade, empresas e poder público. Algo está acontecendo o que é? Gostaríamos de saber e termos estes retornos dos institutos e órgãos responsáveis quando os mesmos vem até o local seja para recolher os animais marinhos ou fazer análises. Uma coisa é certa é claro que a instalação de novos empreendimentos tem que ser discutida com muita clareza e transparência entre todos os envolvidos. Não somos contra a instalação dos empreendimentos mas queremos estar dentro do processo e participar.
Por Angélica Rangel

Créditos de imagem Charles Souza e Dbarrels

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Tartaruga encontrada morta em Praia dos Hóspedes

Domingo dia de descansar, ficar com a família ou ir à praia. Porém ontem dia 18/08/2013 quem esteve visitando a Praia de Hóspedes em Barra do Riacho viu uma cena que para nós moradores é sempre chocante.
Foi encontrada morta uma tartaruga grande não sabemos muitos detalhes se adulta ou não, de qualquer forma uma moradora local Shirley Florêncio tentou imediatamente informar ao Projeto Tamar sobre o fato, mas sem êxito pois não atenderam a ligação. A Garra esteve no local e iria também fazer o contato para informar ao órgão.
O que será que aconteceu qual foi a causa da morte isto é muito importante. Assim que tiver mais informações do Projeto Tamar colocarei para vocês.
Por Angélica Rangel

Créditos de imagem Shirley Florêncio
Créditos de imagem Shirley Florêncio


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Tamar registra recorde de tartarugas gigantes em desova no norte do ES



Costa de Linhares faz do Estado o único do País com área de desova regular da espécie

Kauê Scarim
16/01/2013 17:08 - Atualizado em 17/01/2013 18:16

O Projeto Tamar registrou, nesta temporada (2012/2013), uma presença recorde de tartarugas marinhas gigantes fêmeas (Dermochelys coriacea) desovando nas praias de Regência, Povoação e Pontal do Ipiranga, todas em Linhares, norte do Estado. Na atual temporada, foram marcadas 27 fêmeas da espécie gigante, 11 a mais do que na última temporada (2011/2012).
 
As informações são da base do Tamar na Reserva Biológica de Comboios, que é considerada a única área regular em todo o País de desova desta espécie de tartarugas.
 
O oceanógrafo do Tamar na base de Comboios Henrique Filgueiras afirma que já há indícios de que os primeiros filhotes desta espécie, que foram protegidos nas temporadas anteriores, já estão voltando para desovar. “As fêmeas recém-encontradas são novas e não tinham sido marcadas. Esse número é o recorde dos recordes e estamos falando de uma espécie que está ameaçada de extinção”, afirma Filgueiras.
 
O Tamar monitora ninhos depositados nas praias de Regência e Povoação desde 1982. Segundo os registros do projeto, há 30 anos foram marcadas 15 fêmeas de tartaruga, sendo uma da espécie gigante e o restante da cabeçuda.
 
Os meses de janeiro e fevereiro são marcados pelas aberturas dos ninhos das tartarugas, período em que há nascimentos quase diariamente. “Entre os meses de outubro e dezembro, acontecem as desovas, e nosso trabalho é monitorar e marcar as fêmeas e os ninhos. Em janeiro e fevereiro, é o pico de nascimento das tartarugas, e nós as monitoramos e as protegemos”, explica Filgueiras. 
 
Em Regência, por exemplo, quando há algum ninho para ser aberto, o Projeto Tamar permite à comunidade acompanhar de perto o trabalho de sua equipe. 

Fonte: Século Diário, G1,