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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Nutripetro realizará Audiência Pública no próximo dia 26/11/13

A Nutipetro S/A convida todos moradores de Barra do Riacho e demais regiões do município de Aracruz para Audiência Pública que será realizada no dia 26/11/13 às 19 hs no SESC de Praia Formosa.
Quem quiser conferir o Eia Rima da mesma clica no link e obtenha todas as informações.

http://licenciamento.ibama.gov.br/Porto/NutriPetro%20-%20Centro%20Log%C3%ADstico%20Capixaba/EIA/EIA%20-%20Nutripetro.pdf

Assim que a empresa divulgar o cronograma dos horários e locais de saída de ônibus para estar levando os moradores, divulgo aqui para vocês.

Crédito de imagem: Blog o Barrense

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

EPL inicia Pesquisa de Origem e Destino sobre cargas e passageiros em território nacional

A Empresa de Planejamento e Logística (EPL) iniciou, nesta quinta-feira (07/11), a primeira etapa da Pesquisa de Origem e Destino sobre a movimentação de cargas e de pessoas em 200 postos instalados em rodovias do País. A pesquisa terá cerca de dois mil entrevistadores e contará com o apoio da Polícia Rodoviária Federal e das Polícias Rodoviárias dos Estados de São Paulo, Goiás e do Paraná.

O objetivo do levantamento é coletar informações sobre a origem e destino das viagens feitas por usuários dos veículos de carga e de passeio nas rodovias brasileiras. Os dados servirão de base para a elaboração de um plano nacional de logística integrada, um estudo completo que irá identificar os gargalos de infraestrutura para a movimentação de cargas e passageiros e propor soluções para as demandas de transporte.

Para realizar o levantamento de dados nas rodovias, os pesquisadores utilizarão questionários eletrônicos e contadores automáticos. Serão utilizados dois tipos de coletas de dados: contagens volumétricas, que classificam os veículos, e questionários voltados para identificação da origem e destino da viagem, além das características desses deslocamentos.

A primeira etapa da pesquisa terá duração de aproximadamente um mês. Após a análise dos primeiros dados, o levantamento será retomado em março de 2014 e a terceira e última etapa ocorrerá em agosto de 2014.

Aeroportos e embarcadores

A EPL também deu início ao processo de contratação de duas empresas que farão uma pesquisa de origem e destino em 65 aeroportos do País e uma pesquisa com embarcadores, o agente que contrata ou solicita um serviço de transporte de cargas. Programado para ter início no primeiro trimestre de 2014, o levantamento de origem e destino servirá para identificar a movimentação de passageiros em viagens nacionais e internacionais.

Já a pesquisa com embarcadores, também prevista para o início do ano, será mais qualitativa e fará uma análise do perfil do contratante do serviço de transporte de cargas e suas características. Serão levantados ainda o perfil socioeconômico do embarcador, o processo de escolha do serviço, o peso, o volume e o valor das cargas movimentadas, além dos critérios para utilização de outros modos de transporte.

Para complementar o levantamento de informações, a EPL irá coletar dados secundários em órgãos governamentais e do setor privado para a montagem de um banco de conhecimento sobre logística e mobilidade no Brasil.

Fonte: EPL/Ministério dos Transportes

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Galpões logísticos ganham tecnologia

Noticiário cotidiano - Portos e Logística
Qua, 14 de Agosto de 2013 08:19

A incorporação de galpões logísticos avança em Curitiba e região metropolitana. O segmento, considerado incipiente há cerca de cinco anos, agora oferece imóveis com recursos tecnológicos e certificação ambiental, o que vai ao encontro das exigências de grandes empresas. Embora a oferta da região ainda seja muito tímida com relação a outras cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, o que é oferecido tem rápida absorção e o valor do aluguel alcança preços compatíveis com a média nacional.

A média nacional do valor do metro quadrado para locação, em abril desse ano, foi de R$ 13,15, segundo a pesquisa Real Estate Report 2013, da EY. Em Curitiba, a média foi ligeiramente mais elevada – de R$ 13,79 por m², valor 9% superior ao de agosto de 2012.

Mas esse aumento não representa tendência de escalada de preços, segundo Viktor Andrade, diretor da consultoria. “Foi uma movimentação normal, já que as últimas entregas têm mais aspectos tecnológicos e estão sendo locadas por preços um pouco mais altos que os galpões mais velhos”, explica Andrade.

O que pode influenciar o preço de forma mais intensa, segundo ele, é o crescimento do consumo ou o câmbio mais alto, que pode favorecer as exportações. “Mas qualquer mudança nesse segmento é muito lenta, e os números mais recentes do desempenho da economia do país não terão reflexos agora. Os preços e o produto ofertado em Curitiba estão perto da realidade das outras regiões, e não deve haver mudança abrupta”, comenta.

A capital paranaense oferece 617 mil m² de galpões logísticos para locação, ao custo médio de R$ 16,50 por m², de acordo com dados da consultoria Cushman & Wakefield. Segundo o mesmo levantamento, em São Paulo há 35,5 milhões de m² disponíveis, a R$ 20,60 o metro. Outra pesquisa, da consultoria EY, mostra valores ligeiramente diferentes, de R$ 13,79 em Curitiba e R$ 13,15 na média nacional (leia mais nesta página).

“Curitiba tem valores de venda e locação desse tipo de imóvel abaixo do resto do país. Isso porque a oferta era muito simples: galpões com pé direito baixo, sem docas, sem recursos que geram economia para as empresas. Agora, os preços se adequaram e, aos poucos, tanto preço quanto produto ficam mais perto daquilo que é oferecido em outras capitais”, comenta Mário Sergio Gurgueira, diretor de Representação de Proprietários da Cushman & Wakefield.

As empresas querem espaços nos quais os produtos tenham uma boa acomodação e que, a isso, esteja aliada a redução de custos. Itens como reúso da água e iluminação natural, mais barata, pesam na hora de decidir qual armazém alugar.

O executivo da Cushman argumenta que a construção de novos armazéns, entregues com alto padrão de qualidade e tecnologia, tem a ver com a entrada de empresas estrangeiras no Paraná, principalmente do setor farmacêutico e alimentício – cujos produtos exigem condições mais rigorosas de armazenamento.

Mesmo que o ambiente esteja menos acanhado, o comportamento do estoque e do preço não deve passar por mudanças bruscas. “O que está sendo construído é suficiente para suprir a procura e não significa um aquecimento do mercado ou tendência para o futuro”, diz Viktor Andrade, diretor da consultoria EY (antiga Ernst & Young).

Interesse

Localização de Curitiba facilita distribuição no Sul, diz imobiliária

A primeira fase do condomínio logístico EcoPark, em construção na Cidade Industrial de Curitiba, será entregue em outubro. Os primeiros 54 mil m² – dos 144 mil m² totais que futuramente estão disponíveis para locação – devem ser negociados por cerca de R$ 20 por m².

A imobiliária responsável pelas transações afirma que já há interessados. “Temos algumas conversas com empresas. Com o aumento do consumo e a expansão da economia, nos últimos anos, muitas indústrias buscaram Curitiba como um novo local para estoque, a fim de facilitar a distribuição para os estados do Sul”, diz Jaime Galperin, diretor da Top Imóveis. Segundo ele, a localização de Curitiba facilitou o crescimento desse mercado. “Estamos em um local de fácil acesso a varias regiões do país”, diz.

Paulo Henrique Ivanski, da ESSEX, empresa que construiu o EcoPark, diz que entre os recursos do galpão estão reúso da água, pé direito de 12 metros, piso com grande capacidade, formato de condomínio e outros. “É um novo estágio de desenvolvimento logístico, e o cenário é muito otimista: as empresas estão migrando dos galpões antigos para os novos e a expansão do mercado, embora mais lenta, é contínua.”

Fonte: Gazeta do Povo (PR)/Taiana Bubniak

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Governo anuncia programa de investimento logístico do ES

Será colocado em prática um conjunto de projetos para unir os modais de transporte.

O governo do Estado apresentou ontem, 15, o plano de integração logística, um dos eixos do Programa de Desenvolvimento Sustentável (Proedes). As principais ações, que deverão ser implementadas até 2020, tem como foco a integração das várias regiões capixabas com os quatro principais modais de transporte.

Dentro da Integração Logística será colocado em prática um conjunto de projetos para unir os modais de transporte, dentre eles o rodoviário, aeroportuário, ferroviário e portuário criando uma ligação do Espírito Santo com o Brasil e o mundo, tornando o Estado competitivo, eficiente e rentável.

Para o coordenador do Comitê Temático de Desenvolvimento da Logística e do Comércio Exterior do Espírito Santo em Ação, Luiz Wagner Chieppe, a implementação de projetos que asseguram a integração dos modais do transporte vai contribuir para eliminar os gargalos existentes no Estado e preparar o Estado para o futuro.“Estamos conseguindo superar tentativas que podem prejudicar o Espírito Santo. É um grande avanço conseguirmos trabalhar com essa integração regional.

Modal Rodoviário

Estão previstas melhorias nas condições de rodovias estaduais e federais tendo como meta a conexão com Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. O Espírito Santo terá um eixo rodoviário padronizado e atrativo para a produção de outros estados com rodovias de alto padrão, que irão resultar na otimização do transporte de cargas, maior segurança, menor valor de frete e acesso qualificado aos portos.

O contato constante com o governo federal tem viabilizado a duplicação e melhoria das vias federais com o foco na integração regional. Cortando o território capixaba, 69% das rodovias são estaduais e 31%, federais. Com base neste cenário, o Estado fará investimento da ordem de R$ 2,2 bilhões, que representa intervenções em 39 vias.

Modal Portuário

O Estado do Espírito Santo receberá mais de R$ 13 bilhões de investimentos do governo federal e iniciativa privada na área portuária. A iniciativa representa um dos maiores investimentos realizados no país nesta área. Embora o Governo do Estado não tenha governança nestas ações, acompanhará diretamente a implementação dos investimentos dando suporte às questões ligadas ao acompanhamento do processo de licenciamento ambiental, identificação de áreas propícias para negócios e já trabalha na melhoria das rodovias que são os principais pontos de ligação com os portos.

No âmbito do Proedes foi criada a Câmara de Eficiência Portuária que tem como atribuições identificar e propor projetos e ações imediatas, de curto e de longos prazos para superação dos gargalos logísticos ligados à operação e melhoria da eficiência portuária no Estado. E os resultados já são realidade: uma nova rota - Ásia-Vitória - iniciará operação a partir de 25 de maio e facilitará a importação e exportação de produtos capixabas e chineses. Outra conquista é o início da negociação com o Terminal de Produtos Siderúrgicos (TPS) para operação de navios conteiners.

Com estas iniciativas, o Estado fortalece sua relação com o comércio exterior, amplia arrecadação e movimenta a atividade econômica.

Portos previstos para instalação no Estado: Porto Norte Capixaba (Manabi), Terminal Industrial Imetame, Estaleiro Jurong, Porto de Vitória (melhorias), Porto de Águas Profundas, C-Port Brasil Logística Offshore, Itaoca Terminal Marítimo e Porto Central.

Eixo Aeroportuário

Prioridade entre os investimentos, projetos para criação de uma rede de aeroportos regionais localizados em quatro municípios sendo eles: Cachoeiro de Itapemirim, Linhares, Colatina e Guarapari estão entre as ações, que serão colocadas em prática dentro do Proedes - Integração Logística. A implantação dos novos aeroportos representa um investimento de R$ 200 milhões por meio do Fundo de Desenvolvimento e Participações do Espírito Santo (Fundepar-ES), que faz parte do Proedes.

Nas cidades listadas serão construídas pistas amplas com capacidade e infraestrutura para receber aeronaves de grande porte da rede nacional e terão pontos para pouso de helicópteros. Parcerias público-privadas irão permitir a construção destas novas alternativas de transporte de cargas e passageiros.

Eixo Ferroviário

Ligando um extremo a outro do país, a malha ferroviária é um importante canal de trânsito de cargas e representa a ampla oportunidade de exportação de produtos capixabas para o mercado internacional. Em negociação constante com o governo federal, o Estado conquistou uma de suas principais reivindicações e terá duas ferrovias de destaque em seu mapa, que representam investimento da ordem de R$ 24 bilhões.

Anunciadas pela presidente Dilma Rousseff são esperadas a construção da Estrada de Ferro (EF) 103 Vitória-Rio de Janeiro e da Estrada de Ferro (EF) 354 Rio de Janeiro-Mato Grosso. As obras serão realizadas pela União em parceria com a iniciativa privada. O Estado acompanhará de perto a elaboração do projeto executivo das obras por meio de participação em grupos de trabalho, e terá acesso aos estudos técnicos que irão definir o traçado das ferrovias.

Ambas quando prontas irão promover o desenvolvimento em municípios do interior facilitando o transporte de cargas pesadas, o acesso a empreendimentos portuários e às rodovias estaduais. A meta é estimular negócios que envolvam os segmentos de siderurgia, de petróleo e gás, de agronegócios e das indústrias naval e metalmecânica com grandes cadeias produtivas fortalecendo alianças regionais.

Plataforma Logística

Totalmente implementados, juntos, os modais de transportes já citados contribuirão para a instalação, no Espírito Santo, da primeira Plataforma Logística, que irá funcionar como um centro de distribuição e triagem de produtos. A previsão é que sejam criadas unidades nas regiões Norte, Sul e Metropolitana do Estado.

Este conceito faz parte do planejamento de longo prazo - ES 2030, que pretende unir o país ao nosso Estado ampliando a competitividade, levando cada vez mais o desenvolvimento para cidades do interior capixaba.

Informações: Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas (Setop).

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Apresentação do 2º Navio da Frota Fíbria batizado de STX Brassiana.

Hoje dia 26 de fevereiro de 2013, Aracruz deu mais um passo rumo ao desenvolvimento logístico apresentando a todos o 2º Navio da Frota Fíbria batizado de STX Brassiana sendo o 1º batizado de STX Arborella. Lembrando que a frota terá 22 navios todos batizados com nomes de espécies de eucaliptos.
Os navios tem capacidade de 54 mil Toneladas tendo 8 porões quadrados para carga e ainda 4 guindastes com capacidade para içar 45 toneladas de uma só vez. Esse projeto considerado inovador pela empresa vem consolidar a estratégia comercial de longo prazo. 



Na ocasião estiveram presentes várias autoridades, como o Exmo Sr. Governador Renato Casa Grande, Exmo Sr. Prefeito de Linhares Nozinho Correia, Ex Governador Paulo Hartung, Givaldo Vieira, Exmo Sr. Prefeito de Aracruz Marcelo Coelho, Vereadores da Câmara Municipal de Aracruz, Secretários, Polícia Militar, e muitos outros. 

O nosso Prefeito de Aracruz saudou a todos presentes falando um pouco de sua experiência de mandato citando Freud utilizando a frase "Não existe crescimento sem dor" no que diz respeito ao atual momento político que vive Aracruz, onde faz-se necessário recomeçar. O prefeito citou ainda que todos nós testemunharemos um novo tempo em Aracruz. Em breve a prefeitura lançará o Planejamento Estratégico 2013/2033. 


O Exmo Governador Renato Casa Grande, agradeceu a presença de todos, e iniciou sua fala citando os diversos projetos que estão em andamento para benefício de nossa cidade, como ampliação do aeroporto, rodovia 257, estrada que ligará Regência ao polo de gás, revitalização da ES 010, Estrada de Santa Rosa.
Para o Governador, Aracruz cresce a todo vapor na área portuária e demonstrou total apoio a nova administração do município de  Aracruz. 

Lideranças de Barra do Riacho marcando presença no evento

Ao final da cerimônia todos da imprensa e meios de comunicação, foram convidados a visitar a embarcação STX Brassiana, e lá fomos nós conhecer de perto esse projeto inovador onde a empresa Fíbria contratou sua própria frota destinados a celulose.



A cerimônia transcorreu de forma agradável e desde já o Blog agradece ao convite da Fíbria, desejando muito sucesso nessa nova fase de logística internacional.


Por Angélica Rangel

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Terminal Portuário da Imetame em Aracruz tem licença aprovada pelo Consema

Noticiário cotidiano - Portos e Logística
Qui, 20 de Dezembro de 2012 06:57


Os representantes do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) aprovaram,ontem, quarta-feira (19), por maioria dos votos, a emissão da Licença Prévia (LP) para a instalação do terminal portuário da Imetame Logística em Barra do Riacho, no município de Aracruz, norte do Estado. 

Créditos de imagem Portal TK1.

Segundo o governo do Estado, o colegiado analisou as 47 condicionantes socioambientais propostas pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) para minimizar os impactos previstos em função da instalação do empreendimento. A Câmara Técnica de Licenciamento de Grandes Projetos, Estudo de Impacto Ambiental e Compensação Ambiental do Consema avaliou a viabilidade das condicionantes propostas pelo Iema antes do assunto ser submetido à votação do conselho.

Entre as condicionantes, estão a elaboração de diagnóstico das comunidades pesqueiras e apresentação de programa de compensação para essa atividade; apresentação de programas de controles ambientais para a fase de instalação do empreendimento, e apresentação de programas de resgate de flora e de fauna, de reposição florestal e de projeto de recuperação em tamanho equivalente ao dobro da área que será suprimida para implantação do empreendimento em uma unidade de conservação preferencialmente de proteção integral, priorizando aquelas com ambientes de restinga. 

A Licença Prévia indica a viabilidade do empreendimento a ser instalado no local proposto e tem validade de quatro anos. Para dar início às obras, a empresa deverá cumprir as condicionantes aprovadas pelo Consema e requerer a Licença de Instalação (LI).

No fim de 2011, as comunidades da região de Barra do Riacho, temerosas em relação a projetos empresariais que possam causar impactos ambientais, organizaram um abaixo-assinado direcionado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente pedindo à prefeitura que nenhum licenciamento de operação seja concedido a empresas na região, sem antes passar por um diálogo com a comunidade. 

Em agosto deste ano, foi realizada uma audiência pública para debater a construção do terminal e, principalmente, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) apresentado pela empresa no início de 2012.

Ao todo, a Imetame irá construir na região um empreendimento focado na demanda da indústria de exploração e produção de petróleo e gás, por equipamentos e suprimentos relacionados às plataformas petrolíferas. O projeto é de um conjunto de quatro píeres e dois cais.

A Imetame também irá dragar a região (12 metros de profundidade) e construir infraestrutura que incluirá depósitos cobertos, áreas de estocagem, tanques e silos de armazenagem de materiais para acabamento de poços de petróleo, entre outros.

Para tanto, terá que suprimir vegetação, escavar, dragar, aterrar e terraplanar dentro de uma área de 542.180 m², localizada em Barra do Riacho, próximo à Rodovia ES 010, KM 58.

A localização fica a menos de uma hora da Capital e a 30 minutos da BR-101, uma das mais importantes rodovias federais do País, entretanto, ameaça os ecossistemas da região, que abrigam um grande número de espécies de importância ecológica e econômica.

Entre ambientalistas e pescadores, a apreensão é grande. Eles denunciam, há anos, a escassez da atividade, assim como abuso de poder das empresas. Segundo os pescadores, as empresas se utilizam do bom relacionamento com os órgãos ambientais para coibir a pesca na região, restringindo áreas e dias.

Antes um vilarejo de pescadores, Barra do Riacho vem se transformando em um verdadeiro retrato do "desenvolvimento a qualquer custo" proposto no Espírito Santo. Desde a construção da Aracruz Celulose (Fibria) e de seu porto, o Portocel, a comunidade sofre com inúmeros impactos ambiental, econômico e social. Situação que se agravará com os novos empreendimentos previstos para a região. 

Além do estaleiro Jurong, cuja construção em área de relevante importância ambiental foi autorizada após processo de licenciamento conturbado, já foram anunciados para o município tanques de armazenamento de granéis líquidos como combustíveis e soda cáustica, da Oil Power, e um terminal para movimentação de granéis líquidos da Codesa. 

A Petrobras também tem projetos na região, como um gasoduto, unidade de fertilizantes e terminal de gás. A subsidiaria da estatal, a Transpetro, responde a crimes ambientais por degradar o meio ambiente no norte do Estado.

Fonte: Século/Kauê Scarim