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domingo, 20 de outubro de 2013

Festival Indígena do Pescado em Caieiras Velhas nos dia 26 e 27 de Outubro.

Caieiras Velhas estará em festa nos dias 26 e 27 de outubro de 2013. Quem puder compareçam e apreciem a cultura indígena e boa comida típica...


terça-feira, 9 de julho de 2013

Assinada Ordem de Serviço para construção da Escola Indígena Pau Brasil

09/07/2013
Na manhã desta segunda-feira (8/7), a comunidade da aldeia indígena de Pau Brasil presenciou o prefeito Marcelo Coelho e sua equipe de governo assinarem uma ordem de serviço para a construção de uma escola indígena no local. É a terceira ordem de serviço dada pela atual administração no último mês, sendo a primeira ocorrida na aldeia de Irajá e a outra em Jacupemba. A quarta será dada nesta quarta-feira (10/7), na comunidade de Três Palmeiras.

A solenidade, que ocorreu na cabana da aldeia, contou com a presença de secretários, vereadores, alunos e professores. Na abertura do evento, houve uma apresentação do grupo de dança Kurumim. Logo após, o cacique Valdeir lembrou que o futuro empreendimento é um desejo antigo da comunidade e um dos momentos mais importantes para os indígenas da aldeia nos últimos tempos.

Importância que também foi lembrada pelo secretário de educação Saulo Meirelles ao falar sobre o compromisso da atual gestão: “Fico feliz por iniciarmos nosso governo com este compromisso e com esse norte direcionado à educação de nossas crianças. Tenho certeza que sairemos sem deixar nenhuma escola em condições precárias como muitas ainda se encontram”, comenta.

O prefeito Marcelo Coelho mais uma vez mostrou seu desejo de que a mão de obra local seja valorizada na construção da escola, além de oferecer uma obra de qualidade. “Nosso maior objetivo é que nossas escolas possam ser climatizadas oferecendo aos professores mais incentivo e estrutura”, disse. O prefeito frisou ainda que Aracruz é o único município do Estado que mantém a cultura milenar dos índios, um orgulho e privilégio.

A cultura indígena foi lembrada também durante o encerramento da cerimônia, quando alunos da educação infantil cantaram músicas na língua tupi.

Infraestrutura
A escola será construída em um terreno de 4.800m² e terá uma área de 1.029m² com três blocos cobertos: administrativo, pedagógico e de serviço, oferecendo uma capacidade para receber 240 alunos em uma estrutura composta por quatro salas de aula com 48m²cada. O valor orçado foi de 846 mil reais.

A pequena escola que a aldeia possui atualmente tem apenas três salas com aproximadamente 25m² e atende 71 alunos da educação infantil ao quinto ano do ensino fundamental.

Mais informações
Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Aracruz
Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Aracruz
Renato Lana

sábado, 1 de dezembro de 2012

Artesã aracruzense é uma das selecionadas pela ADERES e Sebrae para participar de Feira nacional de artesanato


Como artesã estou muito feliz pela conquista da minha colega Josy. Levará o nome de Aracruz e de nossa cultura indígena para todo Brasil e também exterior. Peço que Deus a proteja e continue dando motivação, inspiração e criatividade para criação de lindas peças. Vai com tudo querida...

Angélica Rangel

Artesã de Aracruz Josy Pereira Ferreira
De 4 a 9 de dezembro, acontecerá em Belo-Horizonte, noCentro de Convenções e Eventos Expominas, a 23ª Feira Nacional de Artesanato. Cerca de sete mil expositores de todo o Brasil e do exterior, entre os quais a artesã Josy Pereira Ferreira de Aracruz, terão a oportunidade de divulgar e comercializar os artesanatos confeccionados ao longo do ano e especialmente para este evento.

A artesã foi uma das selecionadas por ter registro de artesã e apoio da coordenação estadual do artesanato capixaba/ADERES e pelo seu comprometimento com sua cultura, seu desempenho nas consultorias e oficinas do Projeto Resgate Cultural de Saberes e Fazeres no Artesanato Indígena/ES, iniciado em 2010 pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) do Espírito Santo, em parceria com a Prefeitura Municipal de Aracruz.

O objetivo do projeto foi a valorização do fazer indígena em forma original e autêntica, propondo e orientando, aos artesãos indígenas das etnias Guarani e Tupiniquim, um resgate de sua cultura pelo seu artesanato, agregando ainda mais valor e qualidade, além do apoio a comercialização e consequentemente um incentivo ao aumento da renda familiar dos envolvidos.

Josy estará representando o artesanato indígena capixaba com peças produzidas em madeira, sementes, cipó e fibras, confeccionadas juntamente com o marido, Fábio que é muito especial nesta parceria. Outros artesãos do estado também participarão do evento no estande do Espírito Santo.

Redação: Portal TK1

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Indígenas ameaçam suicídio coletivo caso sejam despejados



Postado em: 22 out 2012 às 22:08

“Nós não vamos sair daqui! Vamos morrer todos juntos! Para a beira da estrada não vamos voltar mais, por isso vamos morrer todos junto, aqui, mesmo!”, dizem os índios Guarani-Kaiowá

Índios guarani-kaiowá da aldeia Passo Piraju, próxima a Dourados (MS),estão decididos a se matar caso seja cumprida a ordem de despejo que receberam em 8 de outubro. A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados entrou em contato sexta-feira (19) com o governo federal para alertar que há risco de o suicídio coletivo ocorrer.

“Não se pode descartar o suicídio coletivo. Há dados sobre vários casos de suicídios nos últimos dez anos de guarani-kaiowá”, informou o segundo vice-presidente da CDHM, deputado Padre Ton (PT-RO).

O parlamentar acrescentou que homens, mulheres, jovens, adolescentes e até crianças, por diversas vezes, têm se lançado na frente de carros e caminhões que passam por estradas próximas aonde moravam. “Foram atitudes tristes e desesperadas tomadas de forma individual por vários índios que consideraram, por algum motivo, não ter mais como levar adiante suas vidas nas terras onde seus ancestrais viveram”, disse Tom.

índios guarani kaiowá
Índios Guarani-Kaiowá anunciam suicídio coletivo no Mato Grosso do Sul (divulgação)

Após a decisão do tribunal regional federal da 3ª região, em São Paulo, porém, cresceu o risco de que aconteça a morte coletiva. Os guarani-kaiowá souberam que haviam perdido um processo movido por fazendeiros e marcaram uma reunião para decidir o que fazer.
No última terça-feira, a comunidade Passo Piraju informou que: “nós não vamos sair daqui! Vamos morrer todos juntos! Para a beira da estrada não vamos voltar mais, por isso vamos morrer todos junto, aqui, mesmo!”. A decisão foi encaminhada à CDHM pelo Conselho da Aty Guasu Guarani Kaiowá. Esse é um grupo da sociedade civil organizada que é reconhecido pelo Executivo na interlocução com os índios.

O padre Ton e a 1ª vice-presidenta da comissão em exercício, deputada Erika Kokay (PT-DF), enviaram uma carta ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e à presidenta da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marta Azevedo, a fim de que sejam tomadas providências para evitar o pior.

A comissão quer que se reveja o processo com rapidez e que se levem em conta os registros históricos a respeito da área ocupada pelos índios, o que provaria serem eles os legítimos donos daquelas terras. De acordo com os representantes da CDHM, durante décadas os índios perderam muitas de suas propriedades, repassadas ilegalmente por governos anteriores do Mato Grosso do Sul a terceiros.

Atualmente, os guaranis-kaiowás reclamam menos do que seria a totalidade de suas terras ancestrais. E eles enfrentam processos morosos e com advogados que não contam com a mesma estrutura à disposição dos representantes dos grupos contrários aos seus interesses.